As dividas entre as pessoas físicas no país está atingindo índices assustadores, em maio esse número atingiu o maior patamar desde junho de 2000, de acordo com dados divulgados no dia 25 de junho, pelo Banco Central. A taxa ficou em 8,6% no mês passado, ante 8,4% em abril. Em maio de 2008, a inadimplência na pessoa física era de 7,4%.
Esses dados mostram a falta de educação financeira na hora de comprar e cuidar do dinheiro. É importante reforçar que as dívidas têm reflexo em toda a vida das famílias, causando tensão, limitações, discussões, dentre outros problemas. A única alternativa para colocar as finanças pessoais em dia é a pessoa se conscientizar da importância de mudar sua cultura financeira. Uma boa gestão financeira é fruto de uma série de pequenas ações que levam ao controle das contas. O primeiro passo, para deixar de dever, é controlar todos os seus gastos, para saber onde se pode economizar.
Outro problema é que, além das dívidas das pessoas físicas, as pessoas jurídicas também estão enfrentando problemas, com o aumento dos atrasos nos pagamentos no segmento de crédito. Nos financiamentos às empresas, a parcela das operações com atraso superior a 90 dias chegou a 3,2% em maio, o maior nível desde maio de 2001, quando estava em 4,2%. Em abril de 2009, o índice estava em 2,9% e em maio do ano passado, em 1,8%.
Esses dois dados fazem com que a divida média no crédito com recursos livres de direcionamento atingissem 5,5% das operações em maio, o que também representa o maior patamar desde setembro de 2000.
Mas qual a raiz desse problema? Não existe um único fator para a alta inadimplência e, sim, um conjunto dentro os quais se destacam a grande facilidade em conseguir crédito, as fortes ações de marketing das empresas, aumento na taxa de desemprego, a crise financeira, estímulos do governo para o consumo com redução de imposto de alguns produtos e falta de educação financeira.
Assim, para resolver a questão das dívidas é preciso de ações muito mais fortes do que apenas incentivar o pagamento das compras em dias, sendo necessária a criação da idéia da compra consciente, a mudança da política de incentivo ao consumo irresponsável por parte do governo, um maior controle das taxas de juros e o mais importante a disseminação da educação financeira não só para os adultos, mas também aos públicos infanto-juvenis e adolescentes dentro do ambiente escolar.
Mas, caso o situação da pessoa seja grave e ela não tenha tempo para realizar cursos sobre esse tema, é fundamental a pessoa começar aprendendo a controlar seus gastos, são muitas as opções para conhecer melhor as finanças pessoais como cursos presenciais e online sobre educação financeira que contribuem para fazer seu planejamento financeiro, possibilitando uma visão antecipada das contas a pagar e a receber, bem como quando o saldo está chegando ao vermelho, ou quando estará em equilíbrio e até possibilitando investimentos.
O aprendizado eficaz só é possível quando se atua com metodologias comportamentais, que trata a questão financeira embasada nos fundamentos que regem o comportamento humano, onde um dos pilares para que a pessoa conquista o controle de sua vida financeira é fundamental que ela tenha estabelecido os sonhos que pretende atingir!
Reinaldo Domingos – Consultor Financeiro e Palestrante sobre Educação Financeira. Também é autor do livro “Terapia Financeira” - (Editora Gente), e criador da Metodologia DiSOP – Educação Financeira - Presidente do DiSOP Instituto de Educação Financeira. |