Como sempre digo crédito é divida. E muito me assusta o que está acontecendo com os aposentados, pois ao invés de serem premiados com melhores remunerações, o governo, com a desculpa de combate a crise, decidiu ampliar de 20% para 30% a parcela dos benefícios que os aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) podem comprometer com o crédito consignado. A medida entrará em vigor nos próximos dias. Esse benefício pode ser bom em alguns casos, contudo, são vários os problemas que vem gerando para as finanças pessoais de nossos aposentados.
Ao realizar esse tipo de empréstimo, por mais que seja atraente, tem que levar em conta que é um tipo de divida e os aposentados ter o cuidado para que não estejam combatendo apenas o efeito do problema do da falta de dinheiro, utilizando ferramentas para combater também a causa, que é a falta de educação financeira. Caso contrário, esse benefício fará com que o problema possa se tornar uma “bola de neve”.
É fundamental que se tenha consciência que esse dinheiro será descontado dos vencimentos e fará falta, imagine um aposentado que recebe mensalmente R$1.000,00, e faz esse empréstimo para aquisição de um bem, ele terá durante todo o período da dívida, que sobreviver com a renda de apenas R$700,00, um grande impacto para a finança pessoal.
Mas o que é o crédito consignado? É uma forma dos aposentados terem acesso a empréstimos com juros mais baixos que os usualmente cobrados em outras linhas de créditos como a do cheque especial, cartão de crédito e crédito pessoal. Com a garantia de este ser realizado com desconto de prestações no holerite do aposentado, ou seja, o aposentado receberá seu salário já deduzido da prestação devida ao banco. Isto é uma dívida com garantia de pagamento. O valor máximo das prestações passa a ser de até 30% do salário líquido mensal.
Poderíamos dizer até que é uma forma de sair do endividamento algumas vezes, mas acreditem não é o caminho correto porque quando fazemos isto estamos trocando um credor por outro, mas você me pergunta as taxas não são menores e eu respondo sim, mas poderá se tornar uma rotina e uma daí o melhor a fazer é inserir a metodologia DiSOP de educação financeira que encontra-se o livro Terapia Financeira (Editora Gente) que tem exclusivo capitulo de como sair das dívidas e encarar o problema de frente sem rodeios e medos, tudo pode ser resolvido e realizado e para isto tomar empréstimo muitas vezes é paliativo e não muda o rumo das coisas.
Após análise de sua finança pessoal e constatando que a decisão é tomar este crédito por real necessidade, você deverá pesquisar as taxas que variam de banco para banco, e veja qual prestação você poderá assumir mensalmente neste caso o orçamento financeiro é fundamental para não sair fazendo prestações que não poderá arcar por motivo que dentro do mês não sobrará dinheiro para saldá-las, resultado dívidas.
Outro ponto muito comum é o empréstimo do nome para realização desse crédito consignado, isto acontece com filhos e amigos, cuidado você poderá ser vitima de você mesmo, nunca ceda ou empreste seu nome para nada e ninguém, lembre você levou mais de 50 ou 60 anos conservando seu nome não o despreze ele tem que continuar sendo respeitado por você! Em vez disso proporcione a eles educação financeira.
Também recomendo que a utilização desse tipo de crédito acompanhe cursos de educação financeira; os aposentados virão que, independente da idade, é possível utilizar seu dinheiro de forma saudável e adequada, até mesmo guardando uma parte deste para a realização de objetivos (sonhos futuros).
Com a educação financeira, estaremos quebrando paradigmas estabelecidos em nossa sociedade sobre a utilização do dinheiro de forma irresponsável e consumista, vendo que o que gastam deve se adaptar ao que ganham, incluindo nisso uma quantia para os objetivos e sonhos antes de sair gastando.
Reinaldo Domingos – Consultor Financeiro e Palestrante sobre Educação Financeira. Também é autor do livro “Terapia Financeira” - (Editora Gente), e criador da Metodologia DiSOP – Educação Financeira - Presidente do DiSOP Instituto de Educação Financeira – (www.disop.com.br).
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