A crise financeira já teve reflexos no país, até mesmo os que afirmavam que seria apenas uma “marola”, já afirmaram que o reflexo na economia será muito maior, como é o caso do ministro da Fazendo Guido Mantega. Apesar de já ter os consultores que afirmam que os efeitos já passaram, é cedo para afirmar que isso realmente aconteceu, pois, dados sobre o aumento de dívidas é cada vez maior. Assim, o que os empresários devem fazer nesse momento? É hora de investir ou de ficar quieto esperando a crise passar? Essa resposta dependerá da situação que sua empresa se encontra nesse momento, mas uma coisa é certa, isso mostra como é fundamental a educação financeira para os empresários.
O problema é que muitos empresários ficam acuados pela falta de perspectiva financeira de seus negócios, das finanças pessoais, e param de investir, porque não sabem a forma adequada de gerir o dinheiro do caixa da empresa. Mas sempre observo que em momento de crise é que se constrói grandes impérios. Isso porque as oportunidades aparecem nestes momentos, fortalecendo as finanças pessoais de a educação financeira, já que repensamos muitos os nossos negócios e nossa vida, abrindo a visão para oportunidades que antes não conseguíamos observar, além de passarmos a respeitar mais as finanças.
Assim, para o empresário sair fortalecido das dificuldades, a dica é muito simples: reforce sua gestão e educação financeira. E o primeiro passo é fazer um diagnostico da atual situação da empresa, ou seja, fazer uma análise aprofundada do caixa, do que receberá e do que pagará, sempre observando essa situação em curto, médio e longo prazo.
É importante ressaltar que a aplicação dos recursos disponíveis nesse momento vai depender das ações e metas que serão traçados a partir do diagnóstico da empresa. Por exemplo, se o dinheiro é para capital de giro, este valor deverá ser aplicado em tipos de investimento com disponibilidade imediata, como fundo DI. Já para aqueles objetivos e projetos de médio prazo o dinheiro deve ser aplicado em investimentos com prazos maiores, que pagam melhores taxas, já que o mercado oferece boas taxas visto que as instituições financeiras buscam fidelidades. Para longo prazo a dica é a mesma. Assim, é muito próxima a educação financeira dos lares com as das empresas.
Mas um alerta se faz necessário, essa é a pior hora para o empresário que não possui capital realizar empréstimos para investimentos, sendo que a tendência é que os juros subam, fazendo com que essa ação se torne uma “bola-de-neve” nos próximos meses. O que levará a empresa a rumos perigosos, podendo ocasionar até mesmo a falência.
Empréstimos só devem ser feitos em casos de retorno garantido, e mesmo assim negociando taxas de juros para índices muito abaixo do mercado, senão, é dívida na certa. Caso não se tenha certeza do retorno rápido para o dinheiro emprestado o melhor a fazer é manter a situação da empresa sem alterações. Esperando o fim da crise para investir em novas idéias.
Empreender, ser empresário no Brasil ou em qualquer lugar do mundo é correr risco, ser flexível a momentos difíceis, vibrar pelas conquistas, e principalmente combater de frente os obstáculos, buscando alternativas e novas opções de negócios, porque onde existe crise existe oportunidade e lucros. Mas antes de tudo é fundamental a educação financeira.
Reinaldo Domingos – Consultor Financeiro e Palestrante sobre Educação Financeira. Também é autor do livro “Terapia Financeira” - (Editora Gente), e criador da Metodologia DiSOP – Educação Financeira - Presidente do DiSOP Instituto de Educação Financeira. |