Quando atingimos a melhor idade é que nos tornamos pessoas mais sábias; quando somos jovens acreditamos que podemos fazer tudo; quando nos tornamos adultos entendemos que nem tudo que sonhamos, faremos imediatamente; mas quando nos tornamos pessoas mais vividas e experientes é que realmente podemos desfrutar de nossas vidas.
Infelizmente, a realidade da falta de educação financeira não permite que a maioria, dos brasileiros, desfrute desse período pela simples razão de não conquistarem sua aposentadoria; ou por quando atingirem esta tiver com parte de sua renda comprometida com dívidas. Hoje praticamente 99% de nossos aposentados são obrigados a continuar trabalhando ou dependentes de parentes, entre outras.
Um grande problema enfrentado pelos aposentados brasileiros por falta da educação financeira é cair em linhas de créditos, que aparentemente são vantajosas, mas que se tornam fatais para a vida financeira dessas pessoas. São os chamados créditos consignados do INSS, que tem juros tabelados em no máximo 2,5% ao mês na modalidade de empréstimo tradicional e 3,5% ao mês no formato cartão de crédito consignado.
Os números de aposentados que tem dívidas dessa forma são imensos: de setembro de 2004 (quando foi criado o desconto em folha) até junho de 2008, quase 15 milhões de operações ainda ativas acumulavam R$ 23 bilhões. Nestes quatro anos, 9.200.740 segurados fizeram uso do crédito consignado.
Essa situação é lamentável, sendo necessária uma mudança drástica nas finanças pessoais reaprendendo como usar seus recursos. E é fundamental ter em mente que nunca é tarde para iniciar o caminho da independência, através da educação financeira. Para isso, é fundamental o controle financeiro, ou seja, saber o que ganha e o que gasta, tendo assim, uma visão real de como a pessoa se encontra financeiramente. Além disso, é importante ter em mente que ainda é possível a realização de sonhos que não são de longos prazos para a melhor idade, como viagens, reformas ou mudança para uma casa melhor.
Isso tudo por meio do ato de poupar mensalmente parte do que se ganha, recomendo 20%, e direcionar para um investimento que mais se identifique aos objetivos. No livro Terapia Financeira (Editora Gente) mostro em uma linguagem simples como as pessoas de todas as idades podem mudar o hábito e costume com relação a educação financeira em seu cotidiano. E o mais importante é ter em mente: “Nunca é tarde para iniciar!”.
Devemos sempre priorizar nossos sonhos e objetivos e, na melhor idade, este é um requisito vital e imprescindível para a qualidade de vida e para melhorar a auto-estima, portanto, priorizem o controle financeiro e tenham a certeza que todos nós podemos fazer muito mais com o que ganhamos, do que até hoje fizemos!
Reinaldo Domingos – Consultor Financeiro e Palestrante sobre Educação Financeira. Também é autor do livro “Terapia Financeira” - (Editora Gente), e criador da Metodologia DiSOP – Educação Financeira - Presidente do DiSOP Instituto de Educação Financeira. |