O celular cada vez mais participa do cotidiano dos brasileiros, dados recentes da consultoria Pyramid Research apontam que a taxa de penetração de telefonia celular no País passou de 65% em 2007 para 79% em 2008. A expectativa da consultoria é que, em 2013, o Brasil tenha 222 milhões de telefones móveis, com penetração de 109%, crescendo principalmente nas classes C e D.
Outro dado interessante é que o consumidor brasileiro é o que paga mais caro pelo uso do celular entre 154 países, segundo relatório da União Internacional de Telecomunicações (UIT). Que aponta que o brasileiro gasta em média 44,20 dólares (cerca de 107 reais) mensais com celular.
Essas informações apontam duas coisas: uma boa, já que mostra que essa tecnologia possibilitou a grande parte da população uma forma de comunicação, já a outra é assustadora, com o alto impacto nas finanças pessoais e as dívidas de milhares de brasileiro, que por diversos motivos perdem o controle sobre o uso destes aparelhinhos.
A moda dos celulares é tão forte que as pessoas já não se dão conta sobre qual é sua real funcionalidade, o celular é uma forma de encontrarmos as pessoas em casos de emergência em locais onde não exista a opção de falarmos em linhas fixas ou para ligações rápidas. Contudo, hoje é comum ver pessoas “penduradas” nos celulares nas ruas, bares, shoppings ou até mesmo carros, o que também representa em um desrespeito às regras de transito.
Entretanto, algumas vezes pequenas ações podem resultar em grandes impactos nas finanças pessoais, dependendo apenas da educação financeira. A primeira é ver qual operadora oferece o melhor plano para sua realidade. Muitas vezes não acreditamos no poder de barganha, mas com portabilidade e a grande concorrência entre as operadoras é possível redução enorme nos custos de telefonia, podendo agora levar o antigo número consigo em caso de mudanças.
Caso você tenha observado que não consegue mais se controlar, e que as dívidas estão aumentando destruindo a estabilidade de suas finanças pessoais; algumas medidas drásticas devem ser tomadas, uma muito interessante é que caso seu telefone seja pós-pago, mudar para um plano pré-pago, e caso ele já seja pré-pago, estabelecer um limite mensal de gastos.
Passar um período sem créditos no celular, só recebendo chamadas, também pode ser uma ação positiva para estruturar suas finanças pessoais, você verá que existe vida sem celular, podendo fazer ligações de telefones fixos próximos e caso não haja, esperando um pouco para fazer a ligação. Também verá que em alguns casos o celular é apenas uma maneira de suprir a solidão, principalmente quando estamos parados no trânsito. Lembre-se, a melhor forma de suprir a solidão é o contato direto com as pessoas que gostamos e não apenas por telefone.
Outras questões que podem encarecer suas contas são baixar jogos, músicas, mandar mensagens, até mesmo ver vídeos. Por mais que estas diversões dêem a percepção de que você está vivendo, lembre-se que elas têm um custo que será cobrado de você podendo causar descontrole em suas finanças pessoais.
Como tudo na vida, o celular deve ser utilizado com moderação. Tenha sempre em mente que o celular é uma tecnologia que veio para nos auxiliar e não para nos prejudicar ou “detonar” nossas finanças pessoais! E se você pensar que não consegue viver sem o aparelho é só lembrar quantos avós viveram felizes e não existia celular!
Reinaldo Domingos – Consultor Financeiro e Palestrante sobre Educação Financeira. Também é autor do livro “Terapia Financeira” - (Editora Gente), e criador da Metodologia DiSOP – Educação Financeira - Presidente do DiSOP Instituto de Educação Financeira. |