A inexperiência no trato com o dinheiro, os impulsos consumistas e a facilidade em obter crédito fazem com que seja crescente o número de jovens brasileiros sem controle das finanças pessoais, e assim, com dívidas. Para combater essa situação e organizar as finanças pessoais os jovens devem saber o que fazer com os primeiros salários e bolsas-auxílios e só conseguirão isso com educação financeira.
“Ganhei o primeiro salário do meu primeiro emprego! Vou comprar um monte de coisa e fazer uma balada muito legal!!!”
Este é o pensamento da maioria dos jovens logo que recebem pela primeira vez o salário. Contudo, apesar dessa idéia parecer muito boa, ela pode ser um grande erro, pois leva às dívidas; é fundamental que o jovem saiba o real valor do dinheiro que recebe, aprendendo a controlar as finanças pessoais para que atinja seus sonhos.
Você pode pensar:
“Qual a relação do dinheiro com os meus sonhos?”
Muito simples, os sonhos podem ser os mais variados – independência financeira, intercâmbio no exterior, pós-graduação, compra da casa própria ou o primeiro carro - entretanto, todos dependem de uma coisa em comum: a necessidade de poupar dinheiro para realizá-los. Assim, antes de começar qualquer controle financeiro, o jovem deve ter noção da situação atual de suas finanças pessoais e estabelecer os sonhos que deseja conquistar.
A partir disso, deve iniciar um controle diário de todos os gastos. É importante que sejam inclusos até mesmo os gastos que consideram irrelevantes, como gorjetas, cinema, um suco ou um salgado antes da aula. São nessas pequenas ações que ocorre o a perda do controle das finanças pessoais e dívidas.
Outro alerta muito importante é a necessidade de evitar gastos desnecessários por influência de amigos ou mesmo dos meios de comunicações que conduz a desperdícios de dinheiro em festas, bares e viagens ou até mesmo roupas e acessórios.
A questão não é se privar desses prazeres e sim ajudar os jovens a assumirem o controle de suas finanças pessoais para que eles possam desfrutar destes prazeres com frequência.
O ímpeto dos jovens pode dar-lhes o sentimento de que estão sendo controlados, mas muito pelo contrário, quem deve ser o controlado são os recursos financeiros e esta disciplina é que conduz o jovem para a liberdade, quando eles assumem o controle. E para o entendimento pleno deste cenário torna-se imperiosa a educação financeira.
Uma dica para diminuir os gastos é não comprar por impulso. Sempre pense: “O que essa compra ou balada agregará para mim? Posso deixar esse desejo para depois?”. Se não for relevante não faça. Se for, o jovem deve sempre realizar uma pesquisa de preços e negociar para abaixá-los o máximo possível. Essas ações são apenas uma pequena mostra do que se deve saber para lidar adequadamente com seus primeiros salários para assumir o controle das finanças pessoais.
Reinaldo Domingos – Consultor Financeiro e Palestrante sobre Educação Financeira. Também é autor do livro “Terapia Financeira” - (Editora Gente), e criador da Metodologia DiSOP – Educação Financeira - Presidente do DiSOP Instituto de Educação Financeira. |